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Silva Jardim, 08 de Fevereiro de 2012
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Moeda Capivari: lançamento previsto para o dia 8 de maio
O Capivari, a nova moeda social de Silva Jardim, deverá ser lançado em 8 de maio deste ano, dentro das comemorações pelo dia do aniversário de emancipação política do Município. A data, proposta pelo Prefeito Marcello Zelão, foi fixada e anunciada durante a oficina de orientação para a implantação da moeda, ministrada no último sábado (16/01), por representantes do Instituto Palmas, do Ceará. Na ocasião também foi formado o Conselho Gestor Local para a criação do “Banco Comunitário Capivari” (BCC), composto por 22 entidades da sociedade civil organizada; e eleita a Entidade Gestora, que será a Associação Comercial local.
Foi escolhida, ainda, entre os membros do Conselho Gestor, uma Comissão de cinco representantes que no próximo dia 29/01, a partir das 19 horas, na Secretaria de Trabalho, Habitação e Promoção Social (Semtphs), se reunirá para iniciar a elaboração do regulamento e do estatuto do BCC. Eles tomarão como base os regulamentos e estatutos do Banco Comunitário Palmas, do Conjunto Residencial Palmas, em Fortaleza, que está servindo de modelo para o Capivari.
– Agora, precisamos elaborar a nossa lei de economia solidária o mais urgente possível para funcionar como um marco legal, a fim de que possamos criar os fundos necessários ao funcionamento do Capivari, como as linhas de microcréditos, por exemplo – ressaltou Zelão, acrescentando que é preciso, ainda, iniciar uma ação de legalização de empresas no Município para que as pessoas possam utilizar melhor os recursos do Banco Comunitário.
O Conselho Gestor é formado por representantes da Associação Comercial, Igreja Católica, Conselho de Pastores das Igrejas Evangélicas, Associação Mico-Leão Dourado, uma Associação de Moradores de cada um dos quatro distritos do Município, Sociedade Pestalozzi, Sindicato Rural, Sindicato dos Servidores Municipais, Banco do Brasil, Associação de Pescadores, Associação Cultural Honório Coelho, Cooperativa de Confecção e Artesanato, Sebrae, Poder Legislativo, Poder Executivo, Poder Judiciário, Maçonaria, Centro Social Ebenezer (Cese) e Fórum da Agenda 21 Local. Tal Conselho, segundo informa a palestrante do Instituto Palmas, Sandra Magalhães, terá a missão de acompanhar o desempenho do BCC e fazer seu controle interno, devendo se reunir uma vez por mês. Inicialmente o BCC será formado por três funcionários, sendo um gerente, um caixa e um analista de crédito. O Prefeito Marcello Zelão garantiu o repasse de recursos e funcionários da Administração Municipal, através de convênio a ser firmado com a nova entidade financeira, para que o BCC comece a funcionar. O BCC terá por missão “promover o aumento da geração de emprego e renda e inclusão social através do empreendedorismo de maneira sustentável, gerando credibilidade e união em prol do bem comum”. A capacitação dos funcionários será feita pelo próprio Instituto Palmas, através da entidade gestora.
A Comissão para começar a elaborar a minuta do regulamento e do estatuto é composta pelos representantes Inácio Loyola (Associação de Moradores), Padre Simplício (Igreja Católica), Ronald Silveira (Sebrae), Aulus Macedo (Associação Comercial) e Murilo Diniz Moreira (Poder Executivo). As oficinas ministradas nos dias 15 e 16/01 tiveram o objetivo de informar representantes de entidades do Município sobre questões como o funcionamento da nova moeda e como o banco comunitário operará, além das vantagens da adoção do novo sistema, assim como tirar dúvidas mais comuns dos participantes. As representantes ministraram uma oficina com orientações sobre economia solidária (ABC da Economia Solidária); e outra sobre o planejamento do Banco Comunitário. Posteriormente, em ocasião ainda a ser definida pelos técnicos, haverá a fase de implantação com a criação dos instrumentos de gestão através de orientações a 15 pessoas sobre produção de formulários, fichas de cadastro, sistema de aval e análise cadastral, entre outros procedimentos necessários à instalação da nova moeda, numa oficina que durará quatro horas.
A oficina do dia 15 contou com a participação do gerente da agência do Banco do Brasil local, Fábio de Araújo Silva, que será um dos parceiros responsáveis pela implantação da nova moeda, a qual será impressa pela instituição e levará a sua chancela. A Oficina “Economia Solidária” foi desenvolvida através do vídeo intitulado “A Revolução do Consumo”, mostrando como a comunidade de Palmas conseguiu mudar sua realidade adotando o hábito de comprar nos seus estabelecimentos comerciais, a fim de promover o desenvolvimento local.
As representantes do Instituto Palmas Sandra Magalhães (coordenadora de projetos) e Otaciana Barros (supervisora) também aproveitaram para contar um pouco da história de surgimento da entidade e suas conquistas. “Nossa organização nasceu há doze anos com todas as dificuldades imagináveis. Aqui em Silva Jardim é bem diferente, pois, além de já contar com a boa vontade e iniciativa do Governo Municipal, a realidade é outra”, informou, acrescentando que atualmente já são 51 bancos comunitários implantados por eles em nove estados brasileiros, a partir de 2004. O Rio de Janeiro será o 10º estado, e terá dois bancos da rede Palmas, já que, além de Silva Jardim, também estão em estudos para a implantação de um na Cidade de Deus, zona oeste do Rio.
As Dúvidas
Sobre quem poderá trocar os reais por Capivari, por exemplo, foi esclarecido que só terão direito aqueles que forem cadastrados através da Associação Comercial local, a fim de evitar que haja evasão da nova moeda e recursos por meio de comerciantes de outros municípios que possam se interessar pela utilização. A respeito do troco em compras feitas em Capivari, foi informado que ele poderá ser dado em comum acordo entre cliente e fornecedor. Em relação ao tempo ideal para a consolidação da nova moeda, as representantes explicaram que ela geralmente se dá em um ano de implantação.
– Dúvidas, sempre haverá, mas elas só serão totalmente esclarecidas com a prática, quando a moeda estiver circulando. E se for da vontade do povo, ela dará certo – opinou o prefeito Zelão, acrescentando que o lançamento do Capivari faz parte da sua tentativa de implantar um governo diferente, com maior participação social, lembrando que enquanto ele for prefeito o Capivari terá o seu total apoio. Ele lembrou, ainda, que as ações do Capivari estarão interligadas à Diretoria de Menor Renda do Banco do Brasil, que acredita muito na iniciativa e cujo apoio dará muita segurança à nova moeda. “O BB inclusive quer usar Silva Jardim como modelo para a incrementação de moedas sociais no Estado”, observou.
Sandra Magalhães ressaltou que um dos maiores ganhos, entretanto, será a conscientização política da população, assim como a elevação da auto-estima das pessoas, “pois contar só com o desconto nas compras é muito pouco”. Entusiasmado com a presença da comunidade, o prefeito Zelão disse que “a gente nunca viu esse tipo de participação num projeto de Governo, o que acreditamos ser o único jeito de mudarmos a cidade”, confessando que “ver o que já foi construído nesse dia e meio de trabalho é muito gratificante”.
Estiveram presentes, ainda: o vice-Prefeito, Fernando Augusto; representantes das associações de moradores de Caxito, Aldeia Velha, Nossa Senhora da Lapa/Santo Expedito, Lucilândia, Mato Alto, Romanópolis e Coqueiro; assim como instituições a exemplo do Bolsa-Família, Cras/Paif, Conselho de Pastores Evangélicos; Associação Mico-Leão-Dourado; e titulares das Secretarias de Trabalho, Habitação e Promoção Social, Educação, Governo, Planejamento e Desenvolvimento Social, entre outras.
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Data da notícia: 21/01/2010 Hora: 09:25:11
Fonte: Comunicação Prefeitura de Silva Jardim
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